Minha Primeira Noite

23/07/2017 05:52

Minha história parece ter acontecido no século passado. Nasci e me criei até o dia de meu casamento numa fazenda no interior de Goiás de onde nunca havia saído. Meu pai sempre trabalhou numa fazenda como lavrador e o sobrinho da família dona da enorme fazenda “me pediu” ao meu pai quando eu tinha doze anos, ele queria casar logo, queria casar comigo. Ele tinha vinte e quatro anos e meu pai prometeu que eu casaria quando tivesse quinze anos. Assim meu casamento foi arranjado.

Antônio ficava me olhando de longe e só na presença de outras pessoas falava comigo. Eu já sabia que ele seria meu marido e, na minha inocência infantil, acreditava que ele era o meu príncipe encantado moderno que ao invés de um cavalo branco tinha um carrão vermelho lindo.

As meninas mais velhas da fazenda viviam encantadas, embasbacadas e hoje eu sei que muitas deitaram com ele. Veja só, estou acanhada, desculpem, foderam com ele.

Eu fui preservada e no dia de meu aniversário de quinze anos, ele com vinte e sete, casou comigo. Saímos de Goiás, eu abandonei minha família e, chorando, vim para o Rio de Janeiro.

Primeira vez que saí da fazenda tudo era novidade. Antônio tinha uma casa na capital. Dormimos lá e naquela noite nada aconteceu. Eu estava estranha deitada ao lado de Antônio. Pensei que estava doente. Praticamente não dormi. Eu realmente não tinha a menor ideia do que me esperava. Nem ligar casamento ao cruzamento dos animais eu ligava. Tudo foi só surpresa. Mas naquela noite só o que me surpreendia era o meu desassossego, minha febre fria, suores, tremores.

Quando eu estava agitada lá em casa eu entrava no banho e ficava lavando a minha coisinha até estremecer toda, assim eu aquietava rapidinho. Mas estava com vergonha de ficar nua no banheiro daquele casarão com Antônio por perto.

Andar de avião foi angustiante, mas logo, vendo todos calmos e nenhum dos riscos que eu imaginara, me peguei olhando pela janela e gostando d ver as nuvens por cima. No final, mesmo com a aterrisagem, foi maravilhoso. Tudo era fantasia.

O Rio de Janeiro então, que eu pensava que já conhecia todinho pela televisão foi só encantamento, deslumbramento, vontade de viver ali naquele pedaço de chão belo, estupendo, maravilhoso.

Antônio morava numa rua muito larga onde passava um monte de carros indo e voltando bem de frente para areia. Eu, também pela primeira vez, andei de elevador. Coisa mais estranha do que avião só que sem janela para distrair. Saímos de frente para uma porta enorme. Ele abriu a porta, me pegou no colo, fiquei com medo. O que teria ali dentro que eu nem podia ir andando? Ele me contou depois que era só tradição.

Fui depositada na cama em um quarto que só ele era muito maior que minha casinha lá na roça. Curiosa fiquei de pé. O olhar dele rindo para mim. Andei até um vidro enorme, ele abriu o vidro e eu fiquei com medo. O chão estava lá embaixo e na minha frente um rio imenso. Mesmo tendo visto muita televisão eu não conseguia atinar que eu estava diante de uma das mais belas praias do Rio de Janeiro.

Acho que foi ali que eu comecei a me apaixonar definitivamente por Antônio. Com a mesma paciência que me levou até a beira da varanda ele me levou até a beira da cama. Pela primeira vez, haja primeiras vezes, fui beijada na boca. Os lábios dele encostaram no meu e aquilo foi apaixonante. Passei a repetir os gestos dele e senti meu corpo incandescer quando a língua dele invadiu minha boca e as mãos fortes que me acariciavam impediram eu fugir daquele acesso que me inflamava barriga adentro e afora, o que era aquilo meu Deus?

Eu queria fugir, mas só das novidades. Meu corpo exigia que eu deixasse Antônio me provocar, me ensinar, me vasculhar mais e mais.

Não senti a camiseta sair e olhei para ele assustada. Ele, com suavidade, me olhando profunda e carinhosamente em meus olhos só me disse as palavras que a tudo explicava e que me levava a tudo permitir:

- Você agora, Aninha, é minha esposa, minha querida esposa, eu te amo, te desejo e quero fazer você feliz.

A voz dele me fazia estremecer sem eu entender porque e seus lábios voltaram a tocar os meus, sua língua, agora correspondida, brincava em minha boca e a minha na dele e quando aquela boca fervente desceu pelo meu pescoço, brincou no meu ouvido eu comecei a sentir, além de fortes arrepios, uma sensação de urgência silenciosa.

Aquela boca capturou meu mamilo ao mesmo tempo que uma mão acariciava o outro e minhas pernas trêmulas bambeavam e nas minhas intimidades eu me sentia úmida e parecia queimar. Logo meus músculos se descontrolaram de vez e ele me pegou no colo, me deitou em sua enorme cama novamente e eu já estava sem saia, só de calcinha diante de um homem. Eu sabia que aquilo era proibido, mas ele sussurrava para que eu não esquecesse:

- Minha querida esposa, te amo tanto, te espero há tanto tempo. Vem ser minha, toda minha, se entregue inteira a mim.

Aquele homem estava com o diabo no corpo e o diabo dele estava me dominando. Meu medo era enorme, mas menor que meu desejo, minha curiosidade e meu prazer. Aquilo estava deliciosamente delicioso.

Ele já estava beijando todo meu corpo e quando beijava minha calcinha eu ficava desejando que ela não existisse, queria sentir os lábios dele ali naquele pontinho que me aliviava em meus banhos lá na roça.

Ele estava beijando meu pontinho. Sem perceber eu estava erguendo o corpo e pressionando seus lábios. Senti o pano descendo e meu corpo agora vibrava ansioso por aquele beijo, aquele lábio fustigando meu pontinho endurecido demais.

Tudo me assustava ao mesmo tempo que me embriagava e bêbada de desejo eu a tudo permitia e de tudo gostava e me entregava aos sorrisos, rosto vermelho, barriga em revolução, músculos pulsando, pele aos arrepios, umidade nas partes íntimas e um incêndio infernal naquela região que aquecia todo meu corpo.

Ele invadiu minha vagina com uma língua mais infernal do que a que invadira minha boca. Meu grelinho estava sendo surrado por aquela língua que parecia estar em toda parte. Ele me sugava forte e respirava forte enquanto eu já não mais sabia respirar, falar, controlar meus movimentos e só escutava a minha dificuldade de respiração, meus gemidos e gritinhos que eu nem tentava conter por totalmente descontrolados.

A mão dele pega meu peitinho e, só então, percebo que já não tenho aquela enorme auréola, tudo, tudinho virou bico, grande, duro, dolorido e querendo receber mais beijos, mas a boca de Antônio estava num lugar mais precioso naquele momento.

Foi neste momento que explodi de dentro para fora. Não posso descrever nada daquele momento porque não existem palavras. Quando reassumi meu raciocínio meu corpo estava envergado, arcado, sem tocar na cama. Foi apenas o tempo de retomar algum fôlego, sentir milhares de contração, cair relaxada na cama e quando novamente me envergava num arco involuntário perdi mais uma vez a noção de tudo.

O que é pior. Voltei daquela descarga de prazer infinito, inexplicável e só queria mais prazer. Estava exausta, exaurida e queria mais e, com muita vergonha me vi implorando:

-Faz de novo Antônio. Por favor, novamente. Quero morrer explodindo em sua mão. — O pior é que eu pensei mesmo que ia explodir.

Que homem maravilhoso. Ele me ergueu da cama onde também ele estava acomodado e me pôs no colo com facilidade, fazendo de mim como um neném e eu adorei aquele acalanto. Eu estava aninhada e protegida por aquele homem que cantava em meu ouvido uma música de seu artista preferido, Roberto Carlos que logo eu aprenderia a também amar.

“Vou cavalgar por toda a noite, por uma estrada colorida. Usar meus beijos como açoite, e a minha mão mais atrevida” que deliciosas promessas. Divaguei ao som suave e envolvente de sua voz.

Ele, já de pé, voltou a me depositar na cama. Rolei e levei um susto. Tenho irmãos, mas nunca vi aquilo tão grande, tão duro e tão, tão, tão apaixonante. A visão daquilo me atraia o olhar e mesmo envergonhada eu não conseguia desviar a vista e aquilo estava crescendo em minha direção e começo, só então, a entender o que Antônio me pedia.

Eu não ia fazer aquilo, eu não podia fazer, mas lembrei de cada um dos deliciosos beijos de Antônio. Decidi atender aquele apelo e sem saber como encontrei coragem, agarrei aquilo tudo. Agora estavam minhas mãos, meus dedos e meu olhar preso naquele membro e, atendendo ao seu pedido, meus lábios começam a beijar aquilo tudo, aos poucos, acanhados. Logo a boca se envolve na carícia, depois a língua e ele começa a comandar o espetáculo como um diretor em cena me dizendo o que fazer depois, como fazer e dar prazer aquele homem me agradava demais.

Ele teve dificuldade de beijar meus lábios. Eu não conseguia largar aquele membro que me enfeitiçara. Foi só nessa hora que meu pensamento voltou a fazenda. Lembrei dos cavalos, dos touros e gelei. Entendi que aquilo tudo ia sumir dentro de mim e não atinava por onde nem como, mas minha intuição se encarregava de esclarecer o resto enquanto o corpo dele cobria o meu sem nada pesar sobre mim.

Foram muitos minutos de beijos e carícias. Eu me desembestei naquele doce prazer mais duas vezes e quanto mais eu explodia mais queria explodir e queria mais calor dentro de mim, mais intensidade. Afinal, cada explosão era maior que a anterior e eu aprendia mais e mais como colaborar e como me entregar sem remorsos, vergonha ou medo ao prazer intenso que jamais poderia supor que existisse.

Ele vai me preparando, eu percebo. Um travesseiro apoia meus quadris. Minhas pernas estão arreganhadas e ele mais uma vez ataca meu grelinho (e eu nem sabia que o pontinho tinha nome). Sem abandoná-lo passeia de meu cuzinho até voltar a ele e interrompe aquela delicia para me incentivar falar, gritar, pedir. Eu, menina da roça, inocente, virgem, me vi dizendo a ele, como podia, tudo que eu sentia, sem encontrar palavras adequadas.

Foi quando eu disse que ia explodir que assustei o Antônio, ele parou tudo, colou seu rosto ao meu, passou a me beijar preocupado, me pedia desculpas. Sem que ele percebesse seu membro estava me incomodando. Eu estava até gostando pois estava acanhada de pedir para ele voltar lá para baixo.

Aquilo encaixou de repente e senti minha vagina tremer enquanto abraçava aquela massa que escorregava para dentro dela. Antônio me pedindo desculpas, seu membro me invadindo, arranhando, entupindo, me alargando, me tomando. Antônio ergue minhas pernas até tocarem meus ombros e sinto uma dor aguda, sinto-me preenchida, lotada quero que ele tire aquilo de mim. Sinto uma dor aguda, mordo os lábios e me questionando por ter achado deliciosa aquela dor. Meus quadris ganham vida própria, estão dançando, balouçando sem qualquer ritmo, facilitando a invasão daquele membro dentro de mim.

Não cabe mais nada. A explosão está de volta. Antônio parece se assustar com meu rosto, ele vai saído de mim. Uma agonia me invade, ele saindo. Grito um não o mais alto que minha ofegância permite. Minhas pernas se jogam num abraço naquela cintura. Desvairada levo minhas mãos até aquela bundinha durinha e deliciosa e puxo ele de encontro ao meu corpo.

Ele me invade, escapa de mim um urro animalesco de prazer. Ele torna a sair. Luto para não deixar. Ele entra e logo está novamente saindo. O que eu faço para ele não fugir de mim.

— Não sai, me deixa explodir. Eu quero explodir mesmo que eu morra!

Azul. A luz era azul clara e foi ficando mais forte, mais intensa e brilhante. Antônio, em uma velocidade inexplicável incendiava e arranhava meu corpo por dentro. Eu estava explodindo. Agora era muita luz. Luz muito branca de tons azulados. Eu lembrava das nuvens, não, eu não lembrava nada. Eu era só sensações. Eu não tinha qualquer controle de nada.

Não sei como cheguei ali. Não vi nem o membro de Antônio sair de mim nem ele me levar para a varanda. Eu estava muda, sibilando, arfando em busca de ar, explodindo em intervalos cada vez menores. Sentindo o domínio que a penetração do membro de Antônio provocava em todo meu ser de corpo arrepiado e deslumbrado com a visão daquele mar, das ondas, do horizonte escuro, quase negro, e ...

Socorro, tinha um monte de gente nas ruas largas e eu ali, sem qualquer roupa com Antônio me possuindo e me fazendo explodir, ebulir, desfalecer sem desmaiar.

Eu já não lembrava mais nada, não queria saber de nada que não fosse meu prazer. Pensei que estava encantada e que nada mais poderia me deliciar tanto aquela noite.

Ele me roda em seus braços. Prende minhas pernas ao redor de sua cintura. Volta a me penetrar profundamente. Me ataca com aquela vertiginosa velocidade que vai aos poucos diminuindo até parecer câmera lenta. Ele me parece maior, mais grosso ou será a bucetinha machucada e ardida que está sentindo assim.

Sem mais nem menos sinto algo diferente explodir dentro de mim me trazendo instantaneamente minha própria explosão. Tem calor, tem ardor, novas explosões dele, aumento da sensação de explosão numa intensidade que me faz não conseguir ver o rosto dele nem mais nada. Meus olhos se perderam, fugiram do meu controle, não respiro, não falo mais nada, apenas ouço meus próprios grunhidos expulsando o ar de meus pulmões. Me falta chão, é muito intenso todo esse prazer. Meus dedos estão agarrados a ele, minhas pernas me grudam nele como se quisesse fundir nossos corpos e num último fôlego e em espasmos descontrolados e de intensa agonia mordo o ombro dele. Bem nesta hora sinto palmadas na minha bundinha.

Elas são fortes, ardidas e tão deliciosas que realmente perco os sentidos e sinto meu corpo desfalecendo e sendo aparado por Antônio que chama meu nome preocupado.

Ele me levou ao banheiro e juntos agarradinhos entramos num delicioso e morno banho que me preparou para o resto daquela que foi a minha primeira noite.

 


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