Reencontro

01/04/2012 00:00

 

Por mais de cinco anos passei sem ver Isabel, minha vizinha e primeira namorada, e, de repente, lá está ela voltando a morar na mesma casa. Com uma diferença: casada e mãe!
O casal saia do carro e Ivana correu para tomar das mãos do homem a filha de Isabel levando-a para conhecer a vizinhança e os vizinhos. Isabel, ao me ver, corre em minha direção e me presenteia com um delicioso abraço de saudade.
Estremeci. Não havia como controlar. Ter aquela menina em meus braços depois de tantas saudades e arrependimentos (e até algumas lágrimas - devo confessar) me fez estremecer e ela notou.
Logo o arrepio que vi correndo seu corpo se instala na face rubra. No que ela estaria pensando ao ponto de rubescer?
Olhando profundamente em meus olhos ela deixa os braços caírem e se afasta cautelosa e sempre de frente para mim. Escuto suas primeiras palavras:
- O rubor já passou? - ela perguntou baixando os olhos que até então permaneciam pousados nos meus.
- Está imperceptível e o arrepio também passou.
Novo rubor, mas bem menos intenso. Assim que readquiriu sua peculiar confiança pegou minha mão e me puxou para perto de seu marido que caminhava para o portão puxando uma grande mala com rodinhas.
- Geraldo! Quero que conheça Rafael, meu amiguinho de infância e meu... - o lapso de tempo foi tão pequeno que não sei se Geraldo percebeu - meu vizinho! - completou ela, com uma alegria contagiante no semblante e na voz.
Geraldo me cumprimentou efusivamente, era simpático, extrovertido e comunicativo. Cumprimentou e convidou:
- Vamos tomar uma cerveja. Estão encomendadas há uma semana a Ivana e certamente estão bem geladas.
Confesso que fiquei sem graça quando, seguindo ao Geraldo, entrei na casa com Isabel abraçada na minha cintura e me atingindo com dúzias de perguntas: O pessoal da escola? Os bailes de sábado na noite no Grêmio? Quem casou? Quem está namorando quem? Como vai fulano, cicrano, beltrano? E as meninas?
Por instinto agarrei a latinha de cerveja gelada que Geraldo me lançou ao sair da cozinha para retomar sua mala e seguir para o quarto.
Geraldo era um alto executivo de uma estatal - isso eu já sabia - mas era calvo com longos fios de cabelos para ocultar a "faltura" no alto e atrás da cabeça. Era baixinho! Mesmo descalça Isabel me parecia ser maior que ele. Também era gordinho, ou melhor, sejamos francos - um obeso mórbido e tinha uns 10 anos a mais que Isabel - figura, apesar de todas as características positivas, bastante exóticas e até engraçada.
Tem mais, era metódico. Já saiu do quarto com um "kit banho": um conjunto estampado de camiseta e short de malha, chinelos, aparelho de barba, espuma e toalha! Foi logo anunciando:
- Como tem fofoca, digo, desculpem, novidades para horas de conversa, vou tomar um banho refrescante e fazer minha barba. Assim não atrapalho a conversa de vocês que promete ser longa.
- Já sei - retorquiu Isabel - vai passar umas duas horas no banheiro!
- Não seja exagerada! No máximo uma hora e meia - disse ele rindo francamente.
Lá se foi Geraldo trancando a porta do banheiro e me vi novamente abraçado...
- Estava com muitas saudades. Tanta que nem sei se era de você, de nossos amigos, do bairro, da casa... Estava carente de tanta saudade! - Ela me olhava, mais uma vez, nos olhos com um olhar divertido, travesso e ao mesmo tempo sensual.
Como aquela mulher conseguia confundir meu mundo, meus sentimentos. Sempre fora assim... Conseguíamos ser amigos apesar de namorados e namorados apesar de amigos - vocês entenderam? Nem eu entendia...
Não resisti. Brinquei com ela como no passado. Prendi seus cabelos quase louros entre meus dedos a fazendo inclinar a cabeça para trás e dei-lhe algumas palmadas carinhosas.
- Estou batendo nessa bundinha porque você é uma menina muito malvada. Fugiu de mim por mais de cinco anos e não deu um telefonema sequer. Até do nascimento da sua filha eu só soube pela Ivana, custava telefonar pelo menos uma vez ou mandar me darem seus telefones?
O olhar dela mudou imediatamente. Apesar de seu sorriso o olhar era só sensualidade. O arrepio pelo corpo voltou e aos poucos ela foi enrubescendo novamente. Mas ela estava casada. O marido dela estava ali do lado tomando um banho. Consegui resistir a poucos centímetros de seus lábios e interrompi minha gulosa busca por aqueles beijos saudosos.
Nossos olhares que não se desviavam de nossos olhos passou a correr dos olhos à boca e da boca novamente aos olhos, mas, juro, foi ela que puxou minha cabeça levando meus lábios de encontro aos seus e que beijo!
Foi um beijo longo, com nossos corpos tentando um invadir o outro, colados e encaixados. Meu tremor voltou intenso bem como os arrepios dela que já estava ofegante, gemendo e... Ela estava gozando com apenas nosso primeiro beijo apaixonado!
Como eu conhecia aquela mulher! Seus quadris começavam a apresentar pequenas convulsões incontroladas e ela se jogou no meu colo me abraçando com as pernas enquanto arrancava minha camiseta e passou a beijar qualquer parte que seus lábios alcançassem numa entrega sem qualquer reserva.
A razão gritava e tentei trazê-la também para um estado mais racional.
- Seu marido está logo ali, tomando banho e pode sair a qualquer instante.
- Foda-se! Eu quero você, e quero agora!
- E sua irmã?
- Foda-se! É capaz dela, se chegar agora, te agarrar também. Ela sempre foi tão apaixonada por você quanto eu!
Enquanto ela insistia e se entregar a paixão reafirmava com atos sua ansiedade tirando e jogando longe o pequeno top que liberou seus seios e o restante de razão que eu tentava manter. Enlouqueci!
- Onde você quer?
- No corredor. Bem na porta do banheiro.
- Mas ele pode nos ouvir!
- Vai tirando essa roupa e para de fugir!
Ela falava andando para a cozinha e tirando o short e a calcinha que foi ficando pelo caminho. Voltou com uma vassoura na mão, usou a vassoura para prender a maçaneta do banheiro. E rindo deitou no corredor puxando-me pela mão.
- Você está proibido de fazer qualquer ruído: sem gemidos, grunhidos, nada - nada mesmo!
Ela falou, rolou para cima de mim e passou a me sugar e a me oferecer seu sexo para as carícias dos meus lábios e língua.
O corpo dela estremecia como se minha língua estivesse dando choque em seu grelinho e jorrava lubrificação e gemia - gemia alto!
Dei-lhe duas palmadas para tentar acalmar aqueles ruídos e só piorou!
- Bate mais Rafael! Deixa minha bundinha vermelha pro meu maridinho ver como eu sou sua putinha!
Falou, girou o corpo, se enfiou de uma só vez, inteira, na minha rigidez imensa e sussurrou no meu ouvido:
- Você quietinho, sem ruídos!
Mas o corpo dela batendo fortemente contra o meu fazia barulho. Seus gemidos e falta de fôlego com respiração entrecortada devia estar sendo ouvida até pelos vizinhos. Do lado de dentro do banheiro nenhum ruído. Só se ouvia a água do chuveiro e nenhum outro som.
- Vou gozar, mas você fica ai dentro quietinho. Quero um daqueles orgasmos múltiplos.
Parei de me mover enquanto ela buscava desesperadamente atingir o auge de seu prazer. E falou, desta vez alto para o marido ouvir:
- Vai ficar ai parado paspalho. Mexe esta porra com força e velocidade Rafael. Quero gozar muito. Esse balofo não consegue me satisfazer com aquele piruzinho pequenininho de merda. Quero gozar muito. Agora!!!! - ela gritou - Bem rápido para esse gozo não morrer. Me mata de tesão seu filho da puta gostoso! Mostra ao meu corninho o quanto eu sei gozar!
Que girou o corpo desta vez fui eu. Resolvi castigá-la e fui para a posição preferida dela: papai - mamãe!
A mulher ficou doida!
- Mais. Quero mais. Mais rápido, mais fundo, mais forte que eu já estou gozando outra vez... Mas não goza seu puto! Quero mais e mais gozos.
- Assim - ela gemia ofegante - assim, assim! Começou a montanha russa! Está vindo um gozo atrás do outro! DELÍCIA! - desta vez ela gritou e completou - Corninho estou gozando como uma puta pro meu macho seu babaca. Viu só! Ele sim, sabe me fazer gozar.
As frases siam entrecortadas pelo gozo, pela emoção! A vagina de Isabel me mastigava. Ela estava realmente gozando muito e eu não ia conseguir resistir. Puxei sua cabeça pelos cabelos e sussurrei que iria gozar.
- Goza meu macho! Goza dentro pro corninho sentir seu sabor quando me chupar. Goza me dando palmadas pra minha bundinha ficar vermelhinha. E se guarde que amanhã, quando o corninho for trabalhar quero matar a saudade dessa pica entrando forte e arrobando meu cuzinho!
- Meu cuzinho continua sendo só seu. Ao corninho digo que ele é virgem e que nunca vou dar pra ele. Mas é mentira, Foi a forma que encontrei de ser fiel a você meu macho delicioso que me faz gozar assim, tanto!
Ela estava sem fôlego. Arrefecia. Convulsionava sob meu corpo. Os seios balançavam fortemente ao sabor das estocadas e quando comecei a ejacular... Toma-lhe palmadas.
Ela notou sinal e se entregou ao derradeiro orgasmo se entregando total e plenamente. Ainda ficamos abraçados alguns minutos e foi ela a primeira a levantar, me erguer, colocou minha roupa, me enfiou no armário da cozinha numa antiga estratégia repetida toda vez que alguém chegava em casa de repente.
Minutos depois, já com a voz normal e totalmente recuperada do esforço intenso, ela batia na porta:
- Como é, você não vai vim ver como meu macho está esgotado, meu corninho? Sai daí!
- Você é louca - ouvi a voz de Geraldo - o que os vizinhos vão pensar deste escândalo todo? Porque você travou a porta. Sei que tudo isso é só fantasia para me fazer ciúmes. Você achou mesmo que eu ia acreditar que você estava trepando com o Rafael? Como não se ouviu uma única vez a voz dele, só a sua...
- Seu babaca cornudo...
- Não adianta Isabel, eu sou assim mesmo. Nunca tive ciúmes de ninguém. Confio em você.
- Ah! É! Pois saiba que ele a partir de hoje vai passar a ser meu amante e vou fuder com ele toda vez que tiver vontade e você estiver trabalhando. E não se assuste se um dia ou outro, com uma desculpa qualquer, eu for dormir com ele.
- Tá bem! Você pode tudo. Pode sair com o Rafael quando quiser!
- Sair não! Fuder! Dar minha buceta! Dar meu cuzinho que é só dele!
- Tolinha, toma seu banho e se arruma para irmos almoçar. Daqui a pouco o caminhão da mudança chega e temos que já estar aqui de volta!
Ele falou, foi para o quarto e fechou a porta atrás de si.
- Vai ficar ai trancado com seu computador né!
Do quarto ele retrucou:
- Vai logo tomar seu banho!
Ela veio me pegar na cozinha e aos beijos me levou até a porta prometendo me encontrar ainda naquela noite em minha casa. Mas isso vai ser outra história!

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Toca de Lobo

Tópico: Reencontro

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