Traí o homem que eu amo - final

22/12/2017 15:33

Vi, em um relance, aquele menino confiante e folgado tirando a camisa já sob o foco da outra câmera, instantaneamente meu tesão se transformou em raiva. Estava com raiva daquela petulância, estava com raiva da minha insanidade. Insanidade? Não. Era muito mais que isso.

Imagine como se sente uma mulher criada para valorizar a família, a moral, a religiosidade. Imagine alguém que jamais admitiu que se faça sexo sem amor, apenas por atração. Eu sou aquele tipo de pessoa que muitos chamam de preconceituosa. Mulher que trai o marido para mim é puta, imoral, desprezível.

Eu descia as escadas e meu corpo seguia contrariando meus pensamentos. Quanto mais eu expurgava a ideia que me levou a apertar aquele botão, quanto mais arrependida eu estava, mais meu corpo se inflamava e desejava ser tomado. Ele queria que eu me deixasse abater e combatia meus íntegros pensamentos com a visão do peito nu daquele homem que tinha o sexo grande, grosso e cabeçudo demais. A curiosidade me fazia imaginar o que eu sentiria ao experimentar aquilo dentro em mim, dentro de mim, me fustigando.

Porra! Eu não sou uma vadia que vai dar para um menino ainda e que nunca trocou sequer uma palavra com o macho que a espera. Macho, porra! Macho nada, uma criança, nem vinte anos, idade para ser meu filho. Fogoso, cheio de tesão, incansável.

Filha da puta esse garoto que fica me confundindo a mente. Sou uma mulher de respeito, da sociedade, apaixonada pelo meu marido, perdidamente apaixonada. Não sou interessada por sexo, deve ter uns quinze dias que não, que não… Por que meu marido não me… Não me FODE MAIS? Por quê?

Foi nesta confusão mental, corpo sequioso e lubrificado demais, cheia de raiva e tesão que cheguei diante do…

- Marcelo.

Ele sorri para mim, sem camisa, cinto e botão da calça jeans abertos. Um volume denuncia seu desejo pelo meu corpo. Seu olhar evidencia sua urgência. Sua mão estendida exige reação. Não entendo o que estou fazendo. Estendo minhas mãos trêmulas e a voz afetada pelo tremor que domina meu corpo nunca dantes tomado por tal desejo, borbulha palavras antagônicas.

- Não é porque você é um belo macho que vou me entregar a você. Não sou puta. Posso estar desejando sua cabeçorra dentro de mim, mas sou casada, feliz e…

Minhas palavras trêmulas e desencontrada em seus objetivos são interrompidas por simples gestos.

A mão esquerda de Marcelo, livre, agarra meus cabelos entranhando neles seus dedos e puxa para si minha cabeça. A mão que está segurando a minha em um cumprimento arrasta minha mão direita para dentro de sua calça e, sem que eu me retire, solta a mão e pega pelo pulso me incentivando delicadamente a desbravar aquele esconderijo de destino conhecido.

Ao mesmo tempo que seus lábios se colam aos meus, sugando-os, e uma língua selvagem invade minha boca; minha mão descobre o troféu de minhas curiosidades e eu me perco colando-me naquele corpo jovem, lindo, viril.

Num lampejo de razão me afasto. Minha mão esquerda empurrando seu peito nu, bem delineado, musculoso enquanto a outra mão se satisfaz acariciando aquela rigidez macia que tenho entre os dedos.

Meu olhar sério percebe as duas mãos chegando nos meus ombros e meu vestido cai ficando preso em meus seios. Nunca percebi que os laços daquele vestido poderiam ser desfeitos com tanta facilidade. Desde que comprei os laços estão ali e nunca me dei conta da sensualidade que aqueles laços poderiam ter.

A deliciosa situação de ter meus seios desnudados, enquanto o vestido seguia sua queda ao chão, me deixando totalmente nua diante daquele delicioso homem, tirou o foco do meu olhar que estava grudado nele. Agora meus olhos viravam, meu corpo trepidava e eu experimentava o primeiro de muitos orgasmos que eu experimentaria essa noite. Um orgasmo platônico que antecede até o toque daquela boca fervente em meu seio dolorido de tesão.

Com os dedos novamente enroscados aos meus cabelos ele se afasta de meus seios e sua mão me puxa em direção ao chão. Eu vira tantas vezes aquela cena… Eu não queria repetir os atos daquelas menininhas inexperientes.

Queria sim! Me ajoelhei e me deixai esperar pela revelação. Talvez essa tenha sido uma novidade. Demorou mais do que o esperado até que ele tomasse a iniciativa. Mas quando tomou foi de supetão. A pica bateu forte no meu rosto ao ser liberada da calça e eu ávida e apressada cacei aquele mastro que queria experimentar em minha boca. Foi inusitado. Sentir aquela cabeçorra desproporcional ao seu pescoço se afundando em direção a minha garganta foi inédito, mas o retorno dela me fez sentir a lubrificação lambuzar minha vagina. Aquele vácuo criado pela puxada da pica dentro de minha boca com os lábios pressionados ao seu redor foi mais do que inédito, foi empolgante. Eu precisava com urgência ter aquela enormidade dentro de mim.

- Como é seu nome?

Fiquei desnorteada. Inexperiente, não sabia como falar com a pica deliciosa enterrada em minha boca.

Respondi, ele riu e pediu para eu repetir. Mesmo nem eu entendendo o som que saia, eu repeti.

Ele saiu de mim. Senti, pela primeira vez na vida, um vazio na boca. O será que já experimentara essa sensação antes? Muito antes?

- Marcia.

- Minha putinha Marcia.

Arregalei os olhos olhando duro para ele. Enquanto sorria e ria de me ver aflita abrir a boca para ele poder entrar novamente, ele explicou:

- Tenho minhas namoradas, elas são só minhas. Mas as namoradas e esposas dos outros são minhas putinhas. Você é a mais linda delas.

Eu sabia que ele estava mentindo. Tenho o corpo bem feito, sou gostosinha (acredito), mas já estou quase nos quarenta e esse garoto vive com umas meninas lindas, apaixonadas e sensuais.

- Mas o Pedro não merece ter você só para ele. Você é maravilhosa e ele é um calhorda. Como se diz: você é areia demais para o caminhãozinho dele.

Enrubesci, engasguei. Minha mente gritava com urgência: “Pedro, ele conhece o Pedro”; “Socorro, ele sabe quem é meu marido”. Enquanto meus pensamentos seguiam desvairados e minha vergonha me fazia agir totalmente concentrada em proporcionar prazer ao Marcelo que continuou a falar me deixando inibida e agoniada.

- Já está quase na hora do seu corninho chegar. Como vai ser? Vamos deixar ele ver você gozando comigo na cama dele?

Marcelo adorou minha reação. Imaginar a cena me fez arrepiar como se fosse possível ter mais desejo. Eu precisava ter aquele homem dentro de mim. E precisava agora.

- Quero ter você como minha na cama dele. Onde fica?

Marcelo é assim, agora estou habituada. Ele sabe comandar e eu, submissa, obedeço sem pestanejar. Ele me estendeu a mão e eu me ergui, não liguei para nossas roupas o chão da garagem dos fundos e fui carregando ele, pela mão, para o meu quarto.

Meu coração estava em desespero, queria saltar ou explodir. Minha lubrificação, pela primeira vez, escorria pela perna. Meu corpo permanecia trêmula desde que me vi diante daquele garoto e ainda passou a tremer mais quando ele trocou sua mão pela sua pica e foi me incentivando.

- Leva a pica do seu macho para a caminha do seu corno.

- Segura com carinho a pica que vai te deixar labuzada para o seu maridinho calhorda.

- Vai pingando de desejo pelo caminho para deixar uma trilha de feromônio para seu corninho, vai apanhando como uma boa putinha.

Pelo caminho ele seguiu brincando comigo, me dando leves palmadas, parando meu corpo pelos cabelos para beijar e morder minha nuca. Parou diante da porta, me ergueu, colocou a pica entre minhas coxas e me prendeu ao corpo dele pelos bicos dos seios presos entre seus dedos enquanto me perguntava:

- Onde você quer que eu dê um chupão para o corninho ver, ficar intrigado e preferir acreditar que foi uma batida na porta ou sei lá o quê? Onde você gostaria de receber a marca do seu macho?

Eu só podia estar transtornada. Lembrei de um chupão que Paulo me deu sem querer e apontei o justo local em meu pescoço.

Ele rodou meu corpo e fui de colo até a cama recebendo aquele delicioso chupão que certamente ia durar um bom par de dias.

Ele era brincalhão, carinhoso, mas me satisfez. Me jogou sem cuidados sobre a cama, ergueu minhas pernas, chutou um travesseiro para baixo da minha bunda e escancarando minhas pernas encostou e foi, vagarosamente, entrando dentro de mi, tomando meu corpo até então fiel, para si. Eu estava virando a putinha daquele menino. Seria falso se eu dissesse que era tudo comum, normal, mais uma trepadinha. Não era. Meu coro foi se arrepiando enquanto eu fui me sentindo preenchida, rachada ao meu por aquela pica, para mim, descomunal. Senti ele chegar ao fim do curso, mas sobrava pica do lado de fora e ele, sem pressa, lentamente demais, seguia empurrando e eu queria ser rasgada. Pensei que ia explodir em um intenso orgasmo quando ele colou a pélvis dele na minha. Mas que nada. A explosão se anunciou e escapuliu.

Foi uma queda, faltou chão, ele estava saindo de mim. Que loucura a sensação que aquela cabeçorra me proporcionava. Era uma queda livre, falta de fôlego, falta de ar, falta de chão, falta de tudo e na portinha ele me reinvadiu, inteiro, intenso, pleno veloz, brutal e eu, sem voz, gritava. Sem amparo me agarrava a ele e o gozo queria acontecer, mas ele me fustigava. Era um ritmo veloz, marcante, crescente e o orgasmo fazendo explodir meu coração, meus pulmões necessitando ar, e ele não para, não sossega, me esfola, me consome, me arromba com a cabeçorra enorme, cria vácuo na vagina e, sem qualquer aviso, fica-se fundo dentro em mim e explode numa forte e violenta ejaculação que libera o ar para o meu pulmão e faz o orgasmo tomar conta do meu corpo promovendo convulsões, tremores, espasmos de coito e um prazer inenarrável.

Eu pensei que seria abandonada, estava mole, largada na cama, afundada na maciez.

- Nada de descanso. Vamos nos preparar para um gozo mais intenso quando o maridão chegar!

Ele falou e retomou, de onde havia parado, o meu delicioso castigo corporal reforçando o chupão e criando espuma de porra na minha vagina encharcada, literalmente encharcada, ou melhor inundada de gozos e prazeres. Aquele menino era um monstro na cama.

Agora, eu pensava, ele vai ser menos afoito.

Que nada. Marcelo me atacava, aquilo não era simplesmente sexo. Era uma luta corporal onde eu era um simples joguete. Ele ia rodando meu corpo e me possuindo. Sua boca, seus lábios, sua língua – tudo nele era incansável e dilacerava meus desejos me levando à beira do abismo, do colapso de minhas sensações. Todo seu corpo, seus dedos, sua mão, eram dedicados a arrancar prazer do meu corpo que ia cansando, se debilitando e se recuperava para dar prazer aquele menino que se alegrava, sorria e me fazia rir de meus escândalos e leviandades. Meus orgasmos eram intensos, se repetiam em intervalos disformes em intensidades variáveis. Ora eu estava de costas, ora de frente, ficamos de ladinho, ao redor da cama. Uma vadia, uma verdadeira puta, fazendo sexo por prazer, por sexo, carnal, corporal, com um carinha que eu nem conhecia, mas que conhecia meu marido.

- Quer me dar esse cuzinho?

Ele perguntava, dedos enfiados dentro de mim, simulando dupla penetração, eu balbuciava que sim, nunca tinha feito sexo anal, mas nunca desejei tanto fazer. E o safado escarnecia e esnobava.

- Não vou comer esse cuzinho não. Vai ficar na vontade. Só vou comer seu cuzinho com o maridão em casa, pertinho dele. Não vai poder fazer escândalo. Vai ter que gozar caladinha.

Esse carinha me atiçava como meu marido nunca fez. Ele era meu terceiro homem. O primeiro era um amor quase platônico e tudo aconteceu num susto, uma única vez e ele – eu hoje sei que foi por medo do meu pai – nunca mais voltou. Ele morava na cidade vizinha, vinte minutos de distância, mas meu pai tinha fama de brabo. Ele sumiu.

Veio Paulo. Quando deixei ele me ter, também me deixou. Não queria uma mulher “usada”, ele comentou com um amigo comum. Simi das vistas dele e três meses depois ele estava em minha casa, enlouquecido de tesão e me pedindo em casamento. Casei tendo trepado só duas vezes, na realidade virgem e idiota em matéria de sexo. Pelo menos era idiota até uma hora atrás.

Socorro, meu marido. Ele já está mesmo chegando! Quis fugir. Parar por ali. Mas Marcelo estava abrindo o chuveiro e me jogou embaixo da água fria. Eu já estava escandalosa mesmo, gritei palavrões, levei palmadas de carinho, ajustei a água e temerosa tomamos banho. Ele me enxugou e se enxugou. Fui levada para cama no colo e, ao invés de me deitar nela. Me pôs de pé, ajeitou meu corpo no dele. Me vi agarrada em seu pescoço, com as pernas enroladas em sua cintura, com aquela monstruosidade deliciosa e preenchedora – eu já estava assada, pode apostar – totalmente enterrada em mim e pulávamos ou rodopiávamos dançando.

Eu entrei num frenesi que os orgasmos se sucediam sem maiores intervalos, estava sem forças quando ouço o portão da garagem abrindo com o bip do sinalizador apitando alto.

Rindo ele foi seguindo para escada. Me fez gozar ainda duas vezes na descida. No fim da escada me fez ajoelhar sobressaltada. Guiou mais uma vez minha cabeça e aquela piroca violenta explodiu em minha boca e fui engolindo lentamente aquela preciosidade, sem nojos, na verdade feliz por conseguir dar prazer aquele garoto.

Ele me abandona ajoelhada, pega suas roupas, pula com facilidade e nu o portão da garagem e enquanto me visto tentando acertar os laços do vestido escuto a moto se afastando.

Meu marido me pega ainda nos fundos, já vestida, na boca ainda o gosto de Marcelo. Engulo rapidamente o que sobrou. Paulo se aproxima e faz questão de me beijar a boca e eu consigo evitar meu estremecimento. Mas devo confessar que senti prazer de ficar de olhos abertos olhando o rosto do meu corninho cheio de prazer por beijar e esfregar a língua no resto de porra do Marcelo.

Eu lembro meu chupão e das palavras de Marcelo: ”onde você quer que eu dê um chupão para o corninho ver, ficar intrigado e preferir acreditar que foi uma batida na porta ou sei lá o quê? ” Me pego então falando sem pensar:

- Amor não sei como eu consegui enquanto limpava o banheiro levar uma pancada da maçaneta do pescoço, está doendo. Ficou marca?

Marcelo estava certo. Vi brilhar dúvidas no semblante de Paulo e, como bom corno, acariciou meu chupão e disse que ficou parecendo até um chupão.

- Vão pensar que fui eu, você lembra?

Seguimos juntos para a sala. A campainha tocou. Paulo atende, entra acompanhado e me apresenta o gerente geral e filho do dono do escritório, sem perceber como eu estava lívida, trêmula e assustada.

Ele rindo, com aquele belo e sedutor sorriso, me cumprimenta e me pede água. Paulo vai pegar no carro uns papéis e nós ficamos namorando na cozinha esperando meu corninho chegar. Marcelo ainda me deixa doida:

- Posso comer seu cuzinho agora que ele está pertinho? – Ele pergunta rindo com um dedo enfiando-se no meu cuzinho que pisca de desejo. Ele é louco e eu estou adorando ser mais uma putinha dele.

Meu marido volta, meu macho se vai com olhar de promessas. E só então a ficha cai. Traí o homem que eu amo. E agora?


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